Comunicação nos Cuidados Paliativos
Para alguns falar é muito fácil, mas uma boa comunicação é
algo extremamente difícil. A mensagem transmitida ao destinatário poderá não
ser aquela que nós tínhamos como objetivo transmitir. De facto, a comunicação
em Cuidados Paliativos é algo extremamente difícil e delicado, tanto para os
profissionais de saúde como para o doente e família.
Os doentes paliativos necessitam de expressar os seus
sentimentos, dúvidas, medos, preocupações e emoções mais profundas, e para tal,
necessitam de alguém capaz de os escutar empaticamente, para que, de forma
gradual e ao seu ritmo, se irem apercebendo da sua situação, compreendo o que
estão a viver.
Paralelamente, todos os doentes e familiares têm o direito
de receber informação clara e objetiva da doença, tratamento e prognostico.
Esta informação deve ser clara, objetiva, tendo sempre em conta a cultura, a
personalidade, grau de instrução e as condições clinicas e psíquicas do doente.
A comunicação no contexto dos Cuidados Paliativos, quando
adequada ao utente, permite minimizar o seu sentimento de isolamento e de
abandono, proporcionando-lhe qualidade de vida e bem-estar psicológico,
encorajando a verbalização de sentimentos sobretudo sobre a morte e o morrer.
Facilitadores da comunicação:
1 – Procure um lugar e momento adequado: evitar interrupções
e ruptura da confidencialidade e intimidade.
2 – Realize entrevistas através de perguntas abertas.
3 – Identifique preocupações concretas, necessidades e
medos.
4 – Evite julgamentos
5 – Esteja atento à linguagem não-verbal. Respeitar
silêncios.
6 – Utilize um diálogo empático e reconhecer a emoção do
paciente.
7 – Procure o que o utente quer saber e se está em
condições de saber.
8 – Oiça antes de falar; intervenha depois do utente.
9 – Equilibre a informação.
10 – Coloque a família no processo; ela é parte integrante.
11 – Reforce atitudes positivas.
12 – Evite a superprotecção.
13 – Mantenha um diálogo congruente.
